Apoio a Imigrantes PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Acolhimento e Inserção

A AMU começou por desenvolver a sua actividade na área do Acolhimento e Inserção, onde se procurou apoiar o acolhimento de imigrantes, em especial os oriundos dos países lusófonos, favorecendo a sua inserção na sociedade portuguesa, no pleno respeito das riquezas próprias das culturas respectivas.

Esta área envolveu duas componentes:

a) Uma mais assistencial, sobretudo ao nível da acção social, do apoio jurídico, formação e assistência médico-sanitária;

b) Outra, mais cultural, visou promover um diálogo intercultural que assegurasse, por um lado, a manutenção do contacto directo dessas populações com as raízes das suas próprias culturas e, por outro, a apreensão dessas mesmas realidades pelos membros da AMU.

 

Processo de legalização extraordinária: apoio jurídico

Em Abril de 1996 foi celebrado um protocolo de colaboração com a Junta de Freguesia de Algés, ao abrigo do qual foi criado o serviço de apoio jurídico, tendo como principal objectivo colaborar no âmbito do processo de legalização extraordinária de imigrantes, decorrido entre os meses de Junho a Dezembro daquele ano.

Consciente de que era decisiva a colaboração das várias organizações da sociedade civil, a AMU desenvolveu  várias campanhas de sensibilização nalguns bairros da periferia de Lisboa, sobretudo no bairro da Pedreira dos Húngaros. Para promover uma acção participada, foram organizados vários grupos, constituídos por colaboradores da AMU e imigrantes residentes nesses bairros, que fizeram uma sensibilização porta a porta para a importância e oportunidade deste processo de legalização extraordinária.

Criou-se assim um gabinete de apoio jurídico, constituído por um grupo de advogados que, em regime de voluntariado social, proporcionou aconselhamento jurídico a imigrantes, no âmbito do referido processo de legalização.

A partir do ano de 2000, o apoio jurídico passou a funcionar nas instalações da Associação Guineense de Solidariedade Social, no âmbito de um protocolo celebrado entre as duas associações.

Em 2001, o apoio jurídico foi divulgado também junto de outras associações africanas, ou de minorias étnicas, Juntas de Freguesia, designadamente Marvila (em cuja circunscrição se inseria o local onde o serviço era prestado) e outras Juntas limítrofes, bem como outras ONG com um contacto directo com pessoas carenciadas. Este serviço, que manteve continuidade até ao ano de 2003, foi-se alargando às novas comunidades de imigrantes que se estabeleceram em Portugal, provenientes do Leste da Europa, em particular da Ucrânia.

 

Apoio social a imigrantes em situação de carência

O acolhimento das famílias do Bairro da Pedreira dos Húngaros foi muito positivo e permitiu que a AMU fosse convidada a promover outras acções. Foi neste contexto que surgiram posteriormente algumas actividades sócio-culturais com as populações mais jovens e ajudas concretas a várias famílias que ficaram desalojadas, na sequência de um incêndio. 

     

 

    

Entre 1997 e 1999, a AMU candidatou-se com projectos de apoio a algumas famílias muito carenciadas deste bairro (e posteriormente também do Bairro do Zambujal) ao programa ASETISC (Apoio Social Extraordinário e Temporário a Imigrantes em Situação de Carência) coordenado pelo SCAL (Secretariado Coordenador de Associações para a Legalização), tendo recebido pequenos apoios do Ministério da Administração Interna. Estes projectos traduziram-se em apoios muito concretos através do fornecimento de alimentação e medicamentos, aquisição de electrodomésticos, mobiliário, tintas, etc., de acordo com as necessidades dos núcleos familiares, alguns dos quais muito numerosos, em situação de extrema pobreza e/ou pessoas em estado muito debilitado de saúde. 

Actualizado em ( Terça, 28 Outubro 2008 17:59 )