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LIBERDADE, IGUALDADE.... o que é feito da FRATERNIDADE?

«É preciso suscitar no mundo mais solidariedade entre todos e uma mais justa comunhão dos bens. Também no mundo ocidental, o modelo de desenvolvimento económico encontra-se, inegavelmente, em crise. Uma crise que exige uma nova reflexão global para se ultrapassar a actual recessão. 

Uma outra questão central emerge da necessidade de defender e valorizar a riqueza que brota das diversas proveniências étnicas, religiosas, culturais, no horizonte dos irreversíveis processos de globalização em curso. 

Estes que são alguns dos maiores desafios da actualidade, exigem seriamente a ideia e a prática da fraternidade e, dada a amplitude do problema, de uma fraternidade universal. 

É, de facto, a fraternidade que faz florescer projectos e acções no complexo tecido político, económico, cultural e social do nosso mundo. É a fraternidade que faz sair do isolamento e pode abrir a porta do desenvolvimento aos povos que dele se encontram excluídos.

É a fraternidade que indica como resolver pacificamente os conflitos e como relegar a guerra para os livros de História. É pela fraternidade vivida que se pode sonhar e até mesmo esperar uma comunhão de bens entre países ricos e países pobres. 

A profunda necessidade de paz, que a humanidade hoje sente, revela que a fraternidade não é apenas um valor, não é só um método, mas é o paradigma global de desenvolvimento político.»

Chiara Lubich, Excerto de intervenção na Westminster Hall de Londres, Junho 2004

 

Homenagem e gratidão da AMU a Chiara Lubich (1920-2008)


  

      

Crianças Bangwa do séc. XXI

2002 - Proclamada “Mfdem” (rainha) pela tribo Bangwa da República dos Camarões, 38 anos após o início do projecto de fraternidade, por si  lançado nesta região de África.

 

Um povo em vias de extinção  

1964 – Apelo a uma intervenção humanitária junto da tribo dos Bangwa, em vias de extinção devido à doença do sono. A elevadíssima taxa de mortalidade infantil tinha alcançado os 90%. Médicos, enfermeiros, técnicos de construção civil deslocam-se para Fontem.

 

1966 – Lançamento da primeira pedra do hospital.

 

1968 – Início da “Operação África”: campanha  de mobilização mundial de recolha de fundos, realizada ao longo de vários anos. Jovens de todo o mundo foram os principais protagonistas,  entre os quais, em Portugal, muitos dos actuais associados da AMU, nas décadas de 70 e 80. Em simultâneo a esta grande mobilização de solidariedade, descobriram-se as riquezas dos valores africanos.

 

 

Um desenvolvimento imprevisível

2008 – A taxa de mortalidade infantil reduziu-se para 2%. No coração da floresta surgiu uma localidade com 600 casas e uma escola com todos os níveis de ensino. O hospital, onde hoje trabalham cerca de 100 pessoas, tornou-se num centro especializado em doenças tropicais, destacando-se pela luta contra a doença do sono, actualmente debelada. Abriu-se recentemente no hospital um sector para tratamento de SIDA. Existe agora luz eléctrica, graças a uma central hidroeléctrica, diversas actividades laborais e uma igreja. Foram construídas 12 estradas de ligação entre as diversas aldeias da região.

        

Especialistas de todo o mundo em rede – Social-One - fazem uma leitura sociológica, na óptica da fraternidade, da evolução política, antropológica e espiritual do povo Bangwa: do risco de extinção a modelo de desenvolvimento.

 

Fotos: focolare.org; ilcuoresiscioglie.it; new-humanity.org

Actualizado em ( Sexta, 28 Novembro 2008 16:50 )