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Escrito por Pedro Vaz Patto
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Terça, 28 Outubro 2008 18:17 |
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Por estes dias, a Assembleia Geral da ONU debruça-se sobre o grau de implementação dos chamados Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, entre os quais se conta o da redução para metade da pobreza no mundo até ao ano 2015. Ao ritmo que tem sido seguido até aqui, esse objectivo parece bem longínquo. E receia-se que a crise dos preços dos bens alimentares, assim como a mais recente crise financeira, o venham a tornar ainda mais longínquo.No entanto, não se trata de uma meta demasiado ambiciosa ou utópica se consideramos os recursos de que dispõe hoje, mais do que nunca, a Humanidade. Tudo está na definição de prioridades. Diante deste e de outros compromissos que vão sendo sucessivamente assumidos pelos governos, em especial pelos dos países mais ricos, está em causa, antes de tudo, o princípio do respeito pela palavra dada. E assumir este compromisso como prioritário.O desrespeito destas promessas não acarreta, porém, desaires eleitorais… Uma mais atenta e exigente intervenção da sociedade civil e da opinião pública mundiais poderia, porém, servir de pressão eficaz. Também para estas, para todos nós afinal, é urgente tornar prioritário este objectivo.Pedro Vaz PattoPresidente da Mesa da Assembleia-geral da AMUJuiz de Direito |
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Actualizado em ( Quinta, 11 Dezembro 2008 15:57 )
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